Fórmula 1

Fórmula 1 – Depois de Spa vem Monza – Velocidade máxima!

Após brilharem no Grande Prêmio da Bélgica, Vettel e Hamilton continuam a discutir o título da temporada no circuito mais rápido do calendário - o Grande Prêmio da tália

Autor: Daniel Dias (www.diasaovolante.com)
Fotos: Divulgação

Fórmula 1 - Circuito de Monza, na Itália
29/08/2017, 11:57:44

Sebastian Vettel e Lewis Hamilton brindaram o mundo da velocidade no último domingo com um duelo cerebral e de competência em Spa-Francorchamps, o melhor circuito do mundo. Hamilton levou a melhor, mas qualquer um dos dois poderia ser declarado vencedor. Menos de uma semana depois, ambos já estarão se enfrentando de novo em outra pista das mais tradicionais, em Monza, na Itália, chamado muito adequadamente de o Templo da Velocidade. Em nenhum outro circuito do calendário da Fórmula 1 os carros atingem velocidades plenas e recordes absolutos.

E tudo já foi bem mais alucinante. Ironicamente, foi em Monza que surgiram as chicanes, “esses” colocados para reduzir o ritmo em determinados pontos da pista. A primeira prova com estas aberrações foi justamente aquela que rendeu o primeiro título brasileiro, em 1972, com Emerson Fittipaldi. Assustados com a progressão geométrica dos velocímetros dos carros de Fórmula 1 verificada mais precisamente na corrida do ano anterior, em 71, na qual cinco pilotos cruzaram a linha de chegada separados por apenas um segundo, os organizadores do GP da Itália colocaram as tais chicanes. No primeiro ano, demarcadas por pilhas de pneus, chamadas de variantes, no final da reta dos boxes, antes da curva dupla de Lesmo e na Ascari, que dá entrada à reta oposta dos boxes.

Aliás, as duas longas “retas gêmeas” são ligadas pela rapidíssima e temível Parabólica, aonde Jochen Rindt se espatifou na prova de 70, morrendo instantaneamente. Mais tarde, o austríaco viria a se tornar o único campeão post-mortem da F-1 graças à vitória de seu companheiro de Lotus, o mesmo Emerson, na última etapa do campeonato, nos EUA.

Inaugurado em 22 e constante do calendário do Mundial desde o primeiro ano, em 50, Monza só não foi sede do GP da Itália em 80, pois o autódromo estava em reformas, além dos protestos dos ativistas ecológicos, contrários às corridas no local por causa da saúde das árvores do Parque de Monza. Naquela vez, a etapa foi realizada em Ímola, com a vitória de Nelson Piquet a bordo da Brabham de número 5.

Devido às características de altas velocidades, Monza exige alterações nas configurações dos carros, especialmente no aerofólio traseiro. Somente nesse circuito, os bólidos correm praticamente “sem asa traseira”. O que determina uma maior carga aerodinâmica na parte de trás é o ângulo de inclinação do aerofólio. Em Monza, a lâmina é reta e pequena, tendo os pilotos de se virarem para segurar o carro nas curvas e chicanes. Entretanto, não tem outro jeito, se as equipes querem ser velozes na pista italiana, as “baratas” têm de estarem deste jeito.

Se o telespectador prestar bem atenção nas imagem feitas pelo helicóptero na transmissão pela TV, verá que Monza já teve um circuito oval, percorrido no sentido contrário ao das pistas norte-americanas. Construído todo em concreto, o oval de Monza tinha duas curvas nas pontas com inclinação de 45 graus. Recuperado recentemente, o oval de “Monzanápolis” com 4,25 quilômetros de extensão, serve agora de ponto turístico, mas apareceu bastante no notável filme Grand Prix, de 66, uma obra-prima sobre o Mundial de Fórmula 1. Para corridas oficiais, no entanto, o traçado foi abandonado em 61, quando o carro de Wolfgang von Trip foi parar no meio da torcida, matando o próprio piloto e mais 14 espectadores.

No Templo da Velocidade, a vida passa muito rápida. Em tempo de duração, é a prova mais curta do calendário, com pouco mais de uma hora e dez minutos de duração. Apesar de ser longo, com 5,79 quilômetros, Monza só respira velocidade. É nesse fantástico cenário que os dois protagonistas ao título da temporada se encontram de novo no próximo fim de semana. Para eles, também tudo passará muito rápido. Então, no domingo, olho ligado na televisão!

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