Futebol

“100 Anos – Sou mais Briosa” marca um século de Portuguesa Santista

Livro do economista Álvaro Silveira e do jornalista Paulo Rogério retrata a história do agora centenário clube da colônia lusitana do litoral paulista

Autor: Luiz Humberto Monteiro Pereira
Fotos: Divulgação

"100 Anos - Sou mais Briosa"
27/10/2017, 20:10:45

A Associação Atlética Portuguesa, de Santos, completa seu centenário de fundação no próximo dia 20 de novembro, mas a festa já começou. Entre as atividades que irão comemorar a data está o lançamento de um livro contando a história da agremiação, carinhosamente chamada por seus torcedores de “Briosa“. Escrito pelo economista Álvaro Silveira, de 71 anos, e pelo jornalista Paulo Rogério, de 40 anos, “100 Anos – Sou mais Briosa“, da Realejo Livros, será lançado às 19 horas do dia 30 de outubro no Estádio Ulrico Mursa, que fica no bairro santista do Marapé.

Torcedor e grande apaixonado pela Portuguesa, Álvaro Silveira teve a ideia de escrever um livro detalhando a história do seu clube em 2012, já projetando que poderia ser lançado até o ano do centenário. “Pesquisei os jornais desde a época da fundação. Foram cerca de quatro anos coletando material e organizando informações, fotos e depoimentos“, explica o economista. Para dar um enfoque jornalístico à obra, Silveira fez uma parceria com o jornalista Paulo Rogério, editor do “Jornal Motor“, suplemento automotivo do diário “A Tribuna“, de Santos. Em 2014, Paulo lançou o livro “2002 – De meninos a heróis“, sobre a conquista do Campeonato Brasileiro de 2002 pelo Santos Futebol Clube. “Em 2016, pensei em escrever um livro sobre a história da Portuguesa e procurei o radialista Walter Dias, conselheiro do clube, para me ajudar com as informações. Foi ele que me disse que o Álvaro já tinha feito a pesquisa e precisava de alguém para produzir o texto“, lembra o jornalista, também torcedor da “Briosa“.

Esporte de Fato – Como surgiu a Associação Atlética Portuguesa?
Paulo Rogério – A Portuguesa foi organizada por um grupo de trabalhadores portugueses da Pedreira do Contorno, chamados de ‘Canteiros‘. Eles formaram uma associação desportiva ligada a Portugal, uma vez que os espanhóis já tinham fundado o Hespanha. A colônia síria tinha o Syria FC e os italianos haviam fundado o Delapavoro.

Esporte de Fato – Qual a origem do apelido “Briosa“?
Álvaro Silveira – Esse apelido foi dado pelo jornal “A Tribuna“, após a primeira viagem da Portuguesa ao exterior. Em maio de 1950 o time embarcou para Portugal de navio e retornou com o saldo de cinco vitórias e duas derrotas, com 17 gols marcados e sete sofridos. O time voltou da viagem no dia 21 de julho e foi recepcionado com um grande cortejo, com mais de 50 carros, que percorreram as ruas do Centro e foram para a sede do jornal. Para anunciar a ida da delegação para o Estádio Ulrico Mursa, “A Tribuna” estampou a manchete: “Rumo ao campo da Briosa”.

Esporte de Fato – Quem é o grande jogador da história do time?
Álvaro Silveira – O ponta-esquerda argentino Beristein. Ele chegou em 1940 e, de cara, marcou 19 gols no Campeonato Paulista. É considerado o melhor jogador da Portuguesa Santista em todos os tempos.

Esporte de Fato – Toda torcida tem as suas peculiaridades. Qual é a característica do torcedor rubro-verde?
Paulo Rogério – O torcedor da “Briosa” costuma ser bastante participativo. A maioria não vai somente aos jogos, mas vive o dia-a-dia do clube, acompanhando todos os passos, vendo os treinos e com ciência das dificuldades. É um torcedor que também cobra bastante da direção do clube.

Esporte de Fato – Na produção do livro, qual foi a grande dificuldade?
Paulo Rogério – Acredito que as maiores dificuldades foram enfrentadas pelo Álvaro, principalmente na pesquisa dos primeiros anos da história do clube. Não há muitos registros e, por isso, foi necessária uma pesquisa aprofundada nos jornais da época, com visitas à Hemeroteca de Santos. Foi interessante editar a obra pela Realejo Livros, que é especialista em livros relacionados a futebol e já lançou obras sobre diversos clubes e atletas.

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